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Relações Eletrônicas de Consumo
Libro digital / Derecho

Relações Eletrônicas de Consumo

Alexandre Pereira Bonna, Ana Cláudia Corrêa Zuin Mattos do Amaral, Ana Izabelle de Oliveira Costa, Cláudia Lima Marques, Daniela Copetti Cravo, Daniela Scheuermann Celada, Débora Fernandes Maranhão, Dennis Verbicaro, Douglas Verbicaro Soares, Fabrício Germano Alves, Flávio Henrique Caetano de Paula

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Acerca de este libro

O livro analisa a interação do consumidor com as novas tecnologias, relação

essa assimétrica e marcada pelo agravamento de sua vulnerabilidade, exigindo

respostas rápidas e modelos regulatórios eficazes, seja na rediscussão dos limites

éticos necessários nessa interação muitas vezes forçada e determinista da inteligência

artificial, seja no aspecto do controle e responsabilidade das plataformas eletrônicas

na economia de dados pessoais em crescente expansão. Propõe-se, também, a

ressignificar o papel do Estado como agente regulatório responsável e respeitado

pelas Big Techs, assim como sugere um novo empoderamento do consumidor a partir

de um modelo de identitário que melhor qualifique suas escolhas no mercado de

consumo.

O aparente uso inofensivo das tecnologias de inteligência artificial favorece a

própria capacidade da máquina de avançar nas suas funcionalidades (deep learning),

"encantando" o usuário com resultados aparentemente seguros e confiáveis, numa

escala muito maior do que aquela que poderia ser alcançada pelo ser humano, abrindo

espaço para um maior envolvimento e dependência ao modelo artificial nas relações

pessoais, profissionais, sociais e econômicas, agora migradas para as grandes

plataformas eletrônicas.

O realinhamento hierárquico das necessidades de consumo, outrora marcadas

por condições fisiológicas, hoje, determinadas pelo padrão estético-comportamental

da indústria cultural são mais rapidamente difundidas pelo assédio massificado levado

a efeito pelos algoritmos.

A crescente e acrítica algoritmização da pessoa é começo do fim da

diversidade, da conflituosidade e da imprevisibilidade que marcam e constituem a

natureza humana e, por via de consequência, evidencia a erosão da individualidade. O

determinismo nas escolhas de consumo é uma das expressões de que esse fenômeno

já começa a produzir efeitos perigosos na sociedade.

Trecho da apresentação de Dennis Verbicaro e Janaina Vieira Homci

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